Vcs viram o blogroll? Pois é, algumas pequenas (e desajeitadas) mudanças, mas tudo em nome do social.
E eu sei que prometi não fazer listas nem nada, mas tava vendo algumas por aí e me deu vontade de recomendar uma música apenas pro pessoal que acompanha o Jovem Matusalém. Nem pensa em entrar em qualquer lista de melhores do ano, passa longe dos rótulos de vanguarda, ou da mira da grande mídia. No entanto, animou bastante o meu ano, com toda a sua despretensão divertida. "I Wanna Be A Private Jet" tem citaçõezinhas bem legais de Paul McCartney (começando pelo nome, obviamente), e daí pra frente, é só animação. Porque eu curto muito essas músicas que tomaram Red Bull.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Antecipando algumas mudanças
(Just Like) Starting Over
(post de final de ano sempre é clichê. Sempre)
Pois é, se acaba mais um ciclo, e o Jovem Matusalém se despede de 2008 cheio de planos e novidades para 2009. Dessa vez, vou tentar fazer algo diferente, e esquecer de listar coisas e prometer outras, mais pela vontade real de mudar e fugir um pouco de qualquer cerimônia vazia, que por descrença de qualquer coisa. Porque este ano que acaba agora foi de tudo, mas no geral foi bom pra caramba. E eu certamente devo isso à todos os amigos que esiveram juntos todo esse tempo. Você acha que eu tô falando de você? Pois é, acertou.
Feliz 2009, gurizada.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Riogringa
Blog novo no blogroll: “Adventures of a Gringa in Rio”
Diversos fatores fazem com que vocês gostem de diversos blogs. Ali mesmo no blogroll dá pra perceber: temos uns mais temáticos, técnicos, uns mais voltados à linkar outros (e que conseguem ser tão pessoais quanto qualquer 'diário virtual'), e uns de atualização escassa (je m'accuse!). Mas tem um tipo que me atrai muito, que é o que mistura as bolas, e acaba virando tal qual o home office (e que é a cara desses nossos tempos globalizados) bagunçado e brilhantemente humano que a gente encontra em qualquer casa (novamente, je m'accuse).
O Riogringa é um exemplo claro e interessantíssimo disso. Uma professora de inglês e de dança que veio dos Estados Unidos pro Brasil, e que mistura descobertas pessoais com experiências profissionais. Desde a recomendação gringa dos nossos churros (nota do blogueiro: obviamente), ao espanto com o nosso cachorro-quente 'de buffet', ao contrário do hó-dó americano seco, passando pela surpresa com o alto custo de vida, desigualdades sociais e a saudade de casa (aliviada com uma ida ao Starbucks).
Mas o que mais me chamou a atenção não foram esses episódios – porque sim, alguns blogs a gente acompanha tal uma novela-, mas as listas da blogueira enumerando, dentre outras coisas, o que os americanos não entendem sobre o Brasil, ou as melhores formas de irritar brasileiros. Achei uma ótima forma de descobrir algumas coisas sobre nós mesmo e a forma como vemos nosso país. E indico pra vocês, meus amigos leitores desse desatualizado blog.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Diquinhas da hora
Blog novo no blogroll! O Power Pop Station já foi uma revista on-line sobre este ritmo, que é o irmão-gêmeo-bom-trancafiado-numa-masmorra-Ei,-você-já-leu-"O-Homem-da-Máscara-de-Ferro?" do pop radiofônico de hoje em dia. A revista infelizemte não vingou, mas o blog permanece mantendo as antenas voltadas para a caça do rock perfeito, nem que seja apenas para que um jovem matusalém como eu possa se sentir com 19 anos por três minutos.
Blog excelente, de onde eu descobri o Radio Days, banda italiana que é um bom exemplo de power pop.
Espero que vocês curtam!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Gourmand Trash: Néctar de Banana Sufresh
A Josi sabe que eu tenho um problema, e que não encontra hora nem local pra acontecer. Isso normalmente faz com que eu fique completamente impotente (não daquele jeito, muito obrigado), e a minha digníssima companheira com uma reação que mistura nojo e vergonha de uma forma inclassificável (como dito anteriormente, não é daquele jeito!). A verdade é que eu não aprendo: tenho que experimentar as coisas mais diferentes do mundo – bem, não tão diferentes.
É um verdadeiro vício. Me lembro de uma vez comprar no Angeloni um refirgerante de um litro de menta com limão que era de um azul que lembrava o cruzamento de uma canetinha com neon, que além de me deixar com a língua azul por um dia inteiro, me deixou mijando verde. Eu devia ter desconfiado a partir do momento que eu vi que um litro de refrigerante custava menos de um real...
Mas o fato é que, seja junk food, seja um prato de gourmet, a gastronomia é uma promiscuidade da qual eu quero tirar proveito. Acho que isso vem desde o dia que eu experimentei um pedaço de presunto com mostarda e mel (e acreditem quando eu digo que esse é o meu prato top no quesito misturas comuns com sabores surpreendentes), e que juntamente com uma experiência desesperada em casa – comi as únicas coisas que tinham em casa: salame e leite condensado – me mostraram que: a) tem muita mistura boa na tua cozinha esperando acontecer, e b) se não ficar bom, o sabor logo sai da boca, e em poucas horas, do teu corpo.
Isso nos leva a nossa materiazinha de hoje (que eu espero que se torne uma série), onde eu pretendo resenhar o que me aparecer de diferente. Sejam bem-vindos ao “Gourmand Trash”.
Néctar de Banana Sufresh
A nossa estréia veio dos corredores do Angeloni de Itajaí (o melhor lugar da cidade pra encontrar as generalidades alimentícias), e me saltou aos olhos pelo motivo óbvio: Suco de Banana??? Eu já achava estranho conceber o suco de manga, que é uma fruta carnuda tal qual a banana, porém mais suculenta, e então me aparecem com isso. Só falta lançarem suco de que, abacate? Mais do que rapidamente, joguei a latinha no carrinho, sob os olhares suspeitos da Josi, e tocamos pra casa.
E a verdade é que o suco não é de todo ruim. Ele obviamente é bem encorpado (parece um mingauzão aguado), e deve agradar quem gosta da fruta – não tá no meu top 10 nem de perto. Também me pareceu ser bem natural, porque a cor não é muito forte, nem o cheiro. O sabor tá mais pra banana passa que pra fruta natural. O problema foi o um after-taste meio estranho, meio pesado. Certamente não é uma boa pedida pra acompanhar um lanche, se encaixa melhor na categoria de suco/refeição.
A impressão que fica é que a Sufresh meio que deixou a coisa rolar, sem se importar em deixar a coisa industrializada (vide sucos de morango, que tem aquele cheirão e cores vivaças). Ponto pra eles que, à sua própria maneira, tiraram leite de pedra.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Tell me what you see
O relógio do computador teima em adiantar a hora do relógio sem me perguntar, como um anúncio de que o verão já está aqui. Por isso eu deixo a minha recente vida mezzo freela/ mezzo desempregado pra escrever um pouco, e curtir esse verão fictício, com o sol fictício que bate na cidade nesta quarta-feira nublada.
Pouco mais de uma semana desde o último post (o que é um puta avanço, levando-se em consideração os últimos tempos), e as mudanças continuam. Seja coçando um pouco em casa, viajando, trampando, ou apenas colocando a casa em ordem, tudo parece meio diferente. To me sentindo meio Dexter Morgan na terceira temporada (não ‘perda’!): se no começo era sobre honrar o código, depois foi sobre evoluir o código o final parece ser sobre descobrir que na verdade não há código. E isso me deixa confiante pra cacete num futuro dupirú.
No mais ficam as saudades dos amigos antigos (e das festas novas), e de manter o contato com os amigos novos. E até o amanhã!
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Whoop, there goes gravity!
“Feels good to be here again”, é como abre aquela senhora música daquela senhora banda escocesa. Só falta eu me lembrar onde é o tal do 'here', porque a cabeça girou tanto, que não foram poucas as vezes onde eu senti não saber onde ficava o chão, pra poder me sentar um pouco. Mas agora eu vou ter um bom tempo pra poder redefinir o meu 'here', o 'how' e o 'when'. Agora o tempo volta a ser meu.
Pra uns eu vou dizer que eu estive num curso intensivo de sobrevivência. Foi mais de um mês de pouco sono, muito trabalho, afastamento quase que total de pessoas queridas e a luta contra o desconhecido. E olhando para trás hoje, dá pra ver o quanto valeu a pena. Pelas amizades, pela saudade que eu sei que vou matar, e pelo total sentimento de realização.
Pra outros, vou dizer que eu estava crescendo. Provando mais um pouco do lado agridoce da vida. E tendo a certeza de que o doce que eu sinto agora na boca é indescritível e inenarrável (Juvenal Vieira©). Construindo algo grande e lindo. É como o momento decisivo daqueles filme sequência que passam no domingo: o velho inimigo volta com uma nova roupagem, e a lição que a gente tem que aprender agora é outra – o que a gente consegue manter, de tudo que a gente conquistou?
Pra minha Baby, eu digo que volto, e com vontade de fazer todos aqueles nossos sonhos virarem realidade, e rápido!
Pro meu irmão, eu digo: “Viu só? Tu que me ensinou a ser assim”.


